A construção de muros, mundo afora

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El arquitecto lleva dos décadas en Brasil y es un ferviente opositor a la construcción de muros como forma de frenar el crecimiento de los barrios pobres. Aquí analiza el significado urbano, social y político de una medida de ese tipo.

Por Soledad Vallejos, en Página 12

“Los muros siempre son contra alguien”, señala el arquitecto Jorge Jáuregui, nacido en la Argentina, radicado en Brasil y autodefinido urbanista latinoamericano. “Cuando se levanta un muro, real o imaginario (porque muchas veces comienzan por lo imaginario y luego se van materializando), nunca se hace a favor de nada”, insiste, con la autoridad de haber estudiado el tema de cerca, tanto como uno de los hacedores del programa Favela Barrio en Río de Janeiro, como en su carácter público de crítico del muro para detener el crecimiento de las favelas de la misma ciudad.

–Que se levanten estos muros en situaciones de frontera, en sentido social y político, ¿significa que fracasaron todas las demás respuestas posibles?

–Es una capitulación por anticipado del poder público, en el sentido de que son decididos por un poder público que no confía en su propia capacidad de fiscalización a la hora, por ejemplo, de mantener el control sobre lo construido y lo no construido, como en el caso de las favelas. Cuando se hace un muro para dividir, para cortar, no se tiene en cuenta que lo primero que uno piensa al encontrarse frente a él es cómo pasar al otro lado. En este momento, estoy trabajando en un área que se llama Complejo de Manguinhos, conformado por un conjunto de 11 favelas, divididas al medio (cinco quedan de un lado, seis del otro) por el tren. Esa vía de tren está flanqueada por muros, lo que constituye un borde imposible de trasponer de un lado al otro de la comunidad. Sin embargo, la gente hizo agujeros en el muro y transita: termina usando como calle los espacios entre el muro y la vía, e inclusive la misma vía, si hasta hay fotos donde se ve cómo circulan en bicicleta por el medio de la vía. Lo que quiero decir es que el muro no sólo no resuelve, sino que crea problemas adicionales. El muro ya es una capitulación por anticipado frente a la posibilidad de pensar alguna armonía entre las partes, algún tipo de convivencia, en el sentido que planteaba Jacques Derrida. El, que casualmente visitó Río poco antes de morir, decía que en el mundo contemporáneo es necesario reaprender a convivir en la diferencia y que esto implica una propedéutica política. Es algo difícil de hacer, pero necesario, y está visto que sin ella sólo se cometen actos innecesarios, como quedó clarísimo con la contramarcha del muro de San Isidro. En el caso argentino, a diferencia de lo que pasa con el muro para evitar el crecimiento de las favelas, hubo una reacción y un cambio de idea. Aquí lo máximo que se sugirió fue que se embelleciera el muro con plantas, que fuera ecológico.

–Pero sigue siendo un muro y permanece la intención de bloquear.

–Porque persiste la idea de que, ya que no podemos tratar con la diferencia, separemos lo que está dividido, acentuemos la división. Pero son cosas que no pueden hacerse sin reflexión: se trata del de-safío de imaginar alternativas.

–Río de Janeiro, Cisjordania, Tijuana, el caso –aunque notablemente de menor escala– de San Isidro: los muros parecerían estar generalizándose.

–Sí. Y si se generaliza como solución, en todo el mundo tal vez empiece a haber ciudades tan feas como San José de Costa Rica, que parece más un campo de concentración que una ciudad: por la calle, sólo hay cercas de hierro y rejas, una contaminación que inclusive reproducen las zonas más desfavorecidas. Eso alimenta la paranoia de la persecución y la inseguridad generalizada, todo el mundo se defiende de todo el mundo. En entornos así, nadie camina por la calle, los desplazamientos sólo son en auto. Es preciso lograr una conjunción de ciudad, urbanidad y espacio público, y si esos factores se combinan con espacios verdes, uno puede decir que está ante un lugar deseable de ser vivido. Un ideal podría ser el estado actual de Palermo –planteado como contenedor físico–, pero integrando clase media, alta, sectores populares: un ambiente donde las diferencias se articulen verdaderamente. No es posible integrar las diferencias, pero sí articularlas a partir de puntos en común. Y hay que lograrlo junto al disfrute de la urbanidad. No se trata de muros, sí de llenar las calles de gente: nada más seguro que una calle llena de gente.

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FHC no Hard Talk

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The current Hardtalk studio
Image via Wikipedia

Faz um ano que a entrevista foi concedida ao Hard Talk, que possui um grande entrevistador, Stephen Sackur, que é um chato mesmo. No Brasil, possivelmente teria sua carteirinha de jornalista cassada. Isso porque faz o que simplesmente um entrevistador da sua área, de política, deveria fazer. Isto é, fazer, no processo do diálogo, protuberar o “não-dito”, espremer as palavras do interlocutor-autoridade de modo que saiam da boca deste aquelas sobre si, que muita gente já pronunciou pelo conhecimento dos meros fatos; quando não se chega a isso, conseguir proporcionar ao telespectador o prazer em ver o entrevistado encuralado, contorcido,  bloqueado, desorientado.

No Brasil, o senhor Stephen Sackur seria o rísivel, e sua profissionalidade, o exemplo do que um entrevistador não deveria sanamente fazer. Não seria Stephen Sackur, pois sequer é possível que tal figura exista no nosso país. Mais triste é que ele sequer é radical. NO entanto, o ponto de partida para se considerar alguém como radical no nosso país é apenas o comportamento que não é “politicamente correto”. A esfera da sanidade social, no Brasil, gira entorno do apolítico por excelência.

Por isso vale a pena rever a entrevista de FHC, um a mais na lista dos colonizados tornados presidentes, ao Hard Talk. Um tipo de programa que, otimisticamente, só poderei assistir em um canal brasileiro em algum par de décadas.


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Perfil de Protógenes Queiroz

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Fonte: Wikipedia

“Protógenes Queiroz é delegado da Polícia Federal. Foi quem efetuou a prisão de Paulo Maluf, do contrabandista Law Kin Chong, de Daniel Dantas (banqueiro), de Naji Nahas e do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta.

Estiveram sob sua coordenação, em parceria com a Promotoria de São Paulo as investigações do caso Corinthians/MSI , por evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Os envolvidos nas fraudes da arbitragem do futebol Brasileiro, em 2005, foram investigados por ele e pelos promotores Roberto Porto e José Reinaldo Guimarães Carneiro, do Gaeco. Mais

Uma Plausível Razão da Campanha Midiática Acerca do Desmatamento na Amazônia

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Espaço Povos da Floresta

Image by swperman via Flickr

Há alguns meses, iniciou-se uma campanha nacional, por parte da grande mídia, de evidenciação do problema do desmatamento acelerado na Amazônia. Só um louco para negar o desmate e a intensidade com que ele vem sendo feito. Aliás, há décadas que isso vem ocorrendo e isso é bem sabido. O ponto que quero levantar aqui diz respeito à motivação de tal campanha midiática ter surgido tão de repente (e que  provavelmtente será desfeita na mesma velocidade). Mais

Todo Mundo Socialista

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{{pt|Blairo Maggi, governador de Mato Grosso, ...

Great Brazilian Socialist. Img via Wikipedia

Do jornal Fazer Serra Presidente:

“Freire, que se auto-declara ‘um velho comunista’, disse que a união com o PSDB “não é estranha nem violenta a cultura do Partidão” porque há identidade entre as agremiações”.

Mais socialista que o Roberto Freire só o Blairo Maggi mesmo, denominado como tal pela Istoé, quando da sua primeira eleição ao governo de Mato Grosso em 2002, então membro do PPS. Talvez seja por essa simpatia ideológica que hoje o PT do Mato Grosso está ralando guaraná para, o hoje republicano, Blairo Maggi.

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A cara de Gabeira

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Redivivo, Lacerda vê com satisfação o PV assumir, enfim, o seu destino histórico: ser a tanga de crochê que faltava à direita carioca.”

Recomendo que leiam um texto de Gilson Caroni Filho, no site da Agência Carta Maior, no qual explicita alguns sentimentos que posssivelmente muita gente tenha, ainda que intuitivamente, acerca dessa figura pública que é o Fernando Gabeira.

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Enquanto isso, na sala da justiça…

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“Os comícios começaram a fugir do controle, com seus apoiadores chegando a gritar matem-no à menção do nome de Obama. O Serviço Secreto abriu, inclusive, o inaudito precedente de interrogar membros de um comício presidencial por ameaça de assassinato. Com a reação negativa gerada pelo sectarismo, McCain retrocedeu. De uma correligionária que começava um discurso sobre Obama, o “terrorista árabe”, ele chegou a tomar o microfone, meio sem graça ou talvez a contragosto, para dizer que Obama é um homem de família decente com quem tenho algumas divergências. Foi vaiado durante alguns instantes pelo seu próprio público.”

Mais em http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15294

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